escuro

É na escuridão que o sonho ganha sua matiz, no silêncio frio da noite que o insondável se emancipa.

É grito de paz, é choro de gozo, é o pó fino que ornamenta os móveis da minha lembrança mais tenra.

Ganha fôlego meu brado silente, apenas aguarda o sangue que flui pelas finas veias amargas que irrigam meus calos. 

Ganha ritmo o velho Maestro que conduz a orquestra desafinada: é o tamborilar desajeitado do meu coração trôpego que tenta borrifar meus rins e meu fígado com aguardente e sangue

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